Capela do Vale Sumo

Dados do Património
Nome: Capela do Vale Sumo

A primeira capela existente em Vale do Sumo foi feita, "por visitação", no tempo de D. Martim Afonso Mexia, bispo de Leiria, no ano de 1610, tal como a de Santa Marta, em Loureira.
Sofreu ampliações em finais de Oitocentos, com projecto que é atribuído ao prestigiado canteiro de Chaínça, Manuel Inácio Vicente. Por sua vez, o campanário terá sido edificado na década de 40 do século XX, por António Inácio Vicente, filho. No sino, lê-se que foi fundido em 1948, por Manuel Gonçalves, de Braga, fundidor do Santuário de Fátima.
Ficaram encarregados da ampliação José da Costa Novo e Joaquim C. Camponês, ambos do mesmo lugar de Vale do Sumo. Na fronte do templo encontra-se a data de «I69I», que é, até ao momento, a mais antiga epígrafe da freguesia de Santa Catarina da Serra. Pensa-se que a rocha calcária, onde se encontra a inscrição, tenha correspondido a uma remodelação do templo e a uma mudança da posição do mesmo para o local onde, hoje, se encontra. Não existem, até ao momento, quaisquer provas escritas que nos permitam aceitar tal facto, pelo que a ermida de São Miguel talvez nunca tenha sido mudada. A própria inscrição, «I69I», tem uma origem incerta.
Até 1929, data da construção do actual cemitério público, as sepulturas faziam-se no adro da dita capela. Mais recentemente, descobriram-se lápides no interior do próprio templo, uma delas do século XVIII, provavelmente de algum clérigo, pois Vale do Sumo teve capelão.